Porque desistir, as vezes, te faz bem

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Estava relendo os posts do blog. Na verdade, era a única coisa que eu conseguia fazer, já que depois de um tempo eu não conseguia escrever nem listas de compras. Pode parecer bobo, mas minha vida estava fora de foco por causa desse pequeno detalhe: eu não escrevia mais. Sinceramente, é a coisa que eu acho que me destaco, que me faz bem e me deixa levar a vida de uma forma mais intensa, com mais emoção e detalhes. Sem isso estava enlouquecendo.

Diversas vezes eu fiquei cabisbaixa, pensando porque diabos eu não conseguia mais escrever nem uma frasezinha boba sequer. Procurei ajuda de amigos, um conselho (que foi mais um comentário) me deixou abismada: você sabe o motivo. Eu rebati que não sabia, a pessoa insistiu. E realmente, estava ali na minha cara o motivo de toda a minha insatisfação com o atual momento da minha vida – e eu não estava fazendo nada.

O único problema era que aquela coisa foi uma mudança fenomenal pra minha vida.

Aconteceram coisas boas, coisas que em partes me ajudavam muito, como me tornar um pouquinho mais independente, ajudar meus pais, etc. Mas os pontos negativos se superavam de forma colossal. Eu cheguei a duvidar de tudo o que eu sabia sobre mim, me questionei como amiga, filha, pessoa, ser humano. Me sentia mal, o chorume do universo. Então, simplesmente desisti.

Em poucos dias refletindo (e me afogando em dúvidas e questionamentos intermináveis), eu escrevi um post. Logo, tive ideias para mais um monte. E um pouquinho mais tarde, me senti bem. Era a mudança que eu precisava.

Então, desistir não foi tão ruim, afinal.

Desistir de uma coisa as vezes é o primeiro passo para coisas novas e melhores.

Acontece.

O que eu queria dizer com isso tudo é que: quando você não está bem, você provavelmente vai saber o motivo disso, porque está lá no fundinho do seu coração, que tá lá pedindo socorro de forma silenciosa. Tente escutá-lo, tente se ouvir, dar um momento pra si mesmo. A pior coisa que pode acontecer é seu coração se calar e você se perder completamente de você mesmo.

E as metas de 2015 para 2016…

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(eu sei que está meio atrasado, porém, antes tarde do que nunca)

2016 foi um ano bem loco. Foi muito corrido, mas foi a entrada perfeita para uma ~nova vida~. Não consegui completar QUASE NADA, mas tá de boas. Me senti uma fênix entrando em 2017, e logo, logo, vocês verão as metas para esse ano também:

  • Fazer minha primeira tatuagem: FIIIIIIIIIZ! Com muito custo nos 42 do segundo tempo. Logo mais farei um post falando sobre ela e como foi, mas pra matar a curiosidade já postei uma foto dela nesse post.
  • Tirar minha carteira de habilitação: Ha. Esse infelizmente não deu por causa de tempo, dinheiro, força de vontade e otras cositas mas.
  • Entrar na academia e conseguir ficar bem com meu corpo: NÃO DEU.
  • Arrumar meu quarto: não está completo, mas deu! Já organizei as coisas, ajeitei onde e como as coisas irão ficar, desfiz de coisas que eu não usava e ficavam nas prateleiras pra pegar poeira. Também organizei as gavetas, as roupas, as caixas… Estou olhando quanto vai ficar pra pintar ele, mas está praticamente decidido que será branco fosco. Separei meu mural e os itens de decoração já estão todos comigo ❤

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  • Perder meu medo de falar em público e perder a timidez que ainda me resta: Tá indo também. Acredito que essa meta foi meio boba para ser concluída em um ano. Porque, querendo ou não, isso é um processo. Mas, já consigo conversar sem gaguejar e engolir a vontade de sair correndo 🙂
  • Viajar: VIAJEI UM TANTO. Fomos para Espírito Santo, Inhotim, Santa Bárbara, Ouro Preto, São Paulo ❤
  • Ler ao menos cinco livros em inglês: Não foram cinco 😦 Mas foram 3. Li o livro 1984 (George Orwell), li um livro de contos do Sherlock Holmes e Comer, Rezar e Amar (que ainda tenho que devolver com um atraso gigantesco de dois anos quase).

No mais, foi isso mesmo. Claro que queria que o ano fosse mais produtivo (principalmente com relação a tirar minha habilitação), mas foi o que foi. Espero que esse ano eu planeje e faça ao invés de ficar pensando no como. Acredito que faltou ação da minha parte (além do $tempo$).

Enfim, espero que tenham gostado e aproveitado o ano de 2016!

Bullet journal: incrível método de organização

bujoRecentemente comecei com esse método de organização que pode funcionar pra você, assim como está me salvando. O Bullet Journal, ou BuJo para os íntimos, é uma mistura de planner, diário e listas, que te ajuda a se organizar com poucas palavras. Ou seja, você não irá escrever enormes textos em um tópico, sendo que pode colocar apenas uma frase que resume tudo. Isso ajuda muito, já que quando você pegar o seu bujo e ler aquela página específica do dia, vai saber exatamente o que fazer.

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Contamos com o auxílio de pequenos símbolozinhos, chamados “keys”, que geralmente são colocados antes de escrever ~o comando/tarefa/etc~, o que te ajuda facilmente a localizar aquelas coisas mais específicas, como tarefas ou eventos.

Numerar as páginas e criar um index ajudam a se achar no caderno. “Nossa, minha lista de lugares para viajar está…” e você não passa um mês foleando até achar. Olha no index, acha o tópico Lugares para Viajar e o número da página, e voilá, encontra sua lista facinho, facinho.

O Bullet Journal é separado por meses, e esses, são separados em dias. Algumas pessoas costumam fazer separações diferentes, como por semana, por horário do dia… Encontre a que for melhor pra você e faça do seu jeito.

Pra começar o seu você precisa de um caderno e uma caneta. Só.

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Claro que a gente quer fazer bonitinho. A maior parte das pessoas usa aqueles cadernos Moleskine com folhas quadriculadas (mas eu achei muitíssimo caro). Euzinha achei esse aqui no Mercado Livre (você pode acessar o link clicando aqui), e achei bem bom, as folhas são pontilhadas e grossinhas, enquanto a capa é dura.

O recomendado é escrever de caneta, pois torna aquilo permanente e como você irá usar muito, é capaz de apagar o que já tiver escrito. Eu uso minhas canetas da Stabillo porque são finas e eu escrevo bem com elas.

No mais, é isso mesmo. Você pode saber mais sobre a construção do seu Bullet Journal e as ~regras~ clicando aí nas palavras.

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Com o Bullet Journal eu melhorei minha letra, consigo completar mais as coisas que eu tenho que fazer, passei a ser mais organizada e lembrar das coisas. Também é ótimo pra fazer uma auto-avaliação durante o passar do tempo, você vê o quanto vai melhorando em alguns aspectos, te ajuda a se motivar quando você vê o tanto de coisas que já concluiu! Claro meu BuJo, não é nem um modelo (e eu já estou pensando em acrescentar coisas pro mês que vem), mas me esforço bastante pra ter um certo prazer em anotar até as coisas mais chatas de um modo que quando eu acabar de fazer, vou sentir uma certa realização.

Queria lembrar que NÃO É REGRA você ter um BuJo todo desenhado, com letras maravilhosas e cores magníficas, porque o objetivo não é realmente esse (mas é, você pode fazer toas essas coisinhas, comprar adesivos, treinar um milhão de vezes a caligrafia antes de escrever nele realmente). O objetivo do Bullet Journal é tornar o seu dia e suas tarefas mais práticas e objetivas e te incentivar a conclui-las.

Aqui estão algumas fotos do meu, espero que gostem! (ignorem a qualidade da foto e não desiste de mim)

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Revisãozona de 2016

Vamos terminar o ano ausente? Nop.

Então vamos tudo em fotos.

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INHOTIM 
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DIVAS 2016
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muito amor
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descobrindo o poder da maquiagem e dos cílios postiços
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sério muito poderoso esse cílios
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viagem pra sp (onde conheci o sabor mágico do frappuccino do starbucks)
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muito amor de novo
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muito chopp de vinho e otras cositas mas
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eu amei esse trabalho da faculdade (ciências sensuais)
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comecei um “estágio-emprego”
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viagem pra conhecer a tribo dos pataxós
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mais viagens
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aniversário de 19 (e a primeira festa surpresa da minha vida!!)
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TATUAGEM LINDONA ❤
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descobrindo muitas cositas sobre cabelos cacheados (e tentando manter o meu)

Acho que é isso ai.

“Qual é a sensação de voltar a escrever?”

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Não direi que é bom. É como quando fico sem café: me dá uma dor de cabeça se fico muito tempo sem, mas quando bebo, quero litros sem fim. Escrever é um vício. Você acaba criando uma dependência, fica na fissura em escrever alguma coisa. E quando se tenta uma “rehab”, fica com abstinência, parece que TUDO que você escreve merece ser postado num blog, exposto numa Feira Literária, entrar em um livro e servir de inspiração para o Jhon Green… Mas quando você relê, percebe que na verdade era só uma lista de compras. Descobri que eu não sei ficar longe dos meus instrumentos de escrita e prefiro os mais antiquados, por assim dizer. Eu aprendo escrevendo, me expresso melhor através de um texto e organizo minhas vidas (acadêmica, financeira, pessoal…) por meio das palavras. É um antídoto e veneno no mesmo pote. Me cura e me adoece. É como uma paixão que te incendeia quando está perto, você se sente possuído por ela, sem controle de si, fazendo exatamente tudo e qualquer coisa por ela… Porém, quando ela se vai, você se sente sem alma, seco, como se a única coisa que soubesse fazer era responder as vontades dela e, agora que ela está longe, você se sente inútil. Mas fico feliz em voltar a escrever. Estou preenchida de novo. Revigorada.

Grata a todos que me leem 🙂

O dia que eu matei meu cacto e a lição que aprendi

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Sou desse tipo de pessoa. A que sufoca, a que cuida, a que, independente do laço afetivo, se me lembrar de você, vou mandar alguma foto, algum sinal de que você existe pra mim. Sofro com isso? Claro.

Uma vez ganhei um cacto de presente. Adorava, achava lindo e minha mãe disse que “era a coisa mais fácil de cuidar”. Fiquei feliz com isso, já que sou desligadíssima com muitas coisas da vida. Porém, eu matei o meu cacto. Fiquei superchateada, porquê QUE TIPO DE PESSOA ESTÚPIDA MATA UM CACTO?  Foi amor de mais, foi importância de mais, foi água demais… E ele morreu.

Usei minha história triste sobre meu lindinho cacto morto pra ilustrar algumas relações. Exatamente, aquela pessoa que não é aquilo tudo na tua vida e você trata como se fosse. Eu sei que é inconsciente, migos, eu matei meu cacto,  porém temos que controlar a quantidade de amor que derrubamos, AFOGAMOS, algumas pessoas.

Isso é importante para termos relações sadias com os amigos, com o amordatuavida, com teu cão. Já que saudade e espaço pessoal são muito importantes para todos nós. Afinal, sabe quando você acha sua mãe uma chata porque ela pega no seu pé, fica com aquelas perguntações intermináveis, etc? Então, não seja ela.

Achei essa imagem por aí. Ela me lembrou desse fato do cacto morto e me fez parar pra pensar mesmo. Encarnando o Platão, pensei mesmo em como isso se refletia nas relações. Primeiro, claro, pensei nas minhas relações, e eis que surge o texto acima. Depois, pensando no geral o texto abaixo.

Todos nós somos seres complexos, cada qual com a própria maneira de ser, composto por seu próprio universo de coisas, pensamentos, manias, vocabulários, costumes, cultura, e as milhares de coisas que nos fazem ser únicos.

Isso quer dizer que nem todo mundo vai gostar de contato físico com uma pessoa que, ok, é seu amigo, mas você não tem aquela ~sensação de liberdade~; ou até que todo mundo vai ser amigo de sair com o outro pra balada todo fim de semana ou pra comer um subway normalmente.

Toda pessoa é diferente e trata diferentemente as pessoas com as quais ela convive. As pessoas de um mesmo círculo de amizade podem parecer que tratam todas igualmente, porém não é assim, tem sempre aquela que você tem mais ou menos afinidade, a pessoa que você pode contar seus segredos ou aquela que você procura pra ouvir os casos e rir da vida. Cada pessoa tem uma plantinha interior, que precisa de quantidades diferentes de luz e água, diferentes cuidados.

Não quero que fiquem paranoicos com isso. Quero que pense muito bem na relação que está tendo com as pessoas ao seu redor. Quero que pense se está dando amor demais a uma certa plantinha a ponto de sufocá-la, ou se está cuidando apenas de uma, em especial, e esquecendo as outras. Quero que tome cuidado com essa coisa extraordinariamente complicada, que somos nós seres humanos…

Estou viajando na maionese demasiadamente, efeito das férias antecipadas da faculdade. Perdoem o falatório e não desistam de mim.       Bejo.